24 de agosto de 2015

Como Tratar os Líderes da Igreja

Introdução
Paulo muitas vezes fala da Igreja como um organismo.
Um corpo vivo: um conjunto de membros formando um todo, a Igreja
1Co 12: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo”.
Ef 4.12: “...edificação do corpo de Cristo”;
Cl 1.24: “... e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja;”
Ou seja, cada um de nós é membro desse corpo e realizar a sua função. Cada um de nós é importante. É útil. E Deus quer nos usar para abençoar uns aos outros.
Mas aqui nesses dois versos, Paulo está falando de organização.
Especialmente de líderes delegados por Deus para conduzir a Igreja e orientar irmãos em particular.

COMO TRATAR OS LÍDERES DA IGREJA?
É sobre esse assunto que Paulo fala nesses dois versos.
Sobre como os irmãos devem tratar aqueles que são colocados como líderes sobre eles.
O texto diz no v.12: “Reconheçam”; “acateis com apreço”; “tenham consideração”; “tenham o respeito devido”.
“Tenham-nos na mais alta estima, com amor” (v.13 – NVI)
Quem são essas pessoas que a Bíblia diz para se ter esse tipo de tratamento dos irmãos:
Os que: um pronome relativo que se refere a três tipos de líderes. Quem são esses líderes?

1) obreiros ou trabalhadores
“se esforçam no trabalho”
São irmãos que se esforçam em explicar o evangelho, aplicando-o a situações do dia-a-dia, advertindo, admoestando, auxiliando, encorajando etc.
Não precisa ser oficial, ser ordenado, para ser um obreiro assim, basta ser um membro em alerta.
Aplicação: quantos desses irmãos são desvalorizados na igreja. Isso eu vejo em muitas igrejas. Os irmãos não aceitam a liderança nem a autoridade de outros irmãos sobre eles. Se o Pastor diz: “fulano é líder de tal grupo, alguns não aceitam isso”. Isso é rebeldia à Palavra de Deus. Deus diz: “tenham alta consideração por eles”.

2) superintendentes ou diretores
Aqueles “que os lideram” (“os presidem” – “no Senhor” – em Cristo).
Aqui fala de pessoas ordenadas para o trabalho: pastores, presbíteros, diáconos.
Em termos de valor somos todos iguais perante Deus. Ele não faz acepção de pessoas. Mas funcionalmente Deus coloca alguns acima dos outros:
Uma tradução poderia ser: “tenham consideração para com os que... têm autoridade sobre vocês”.
Aplicação: Você tem ouvido seus líderes? Você tem ouvido seu Pastor? Tem seguido suas orientações? Tem colocado em prática as mensagens que ele traz da parte de Deus? Tem ouvido os aconselhamentos em particular para a sua vida?
A. T. Robertson: “os preguiçosos de Tessalônica evidentemente tinham se recusado a seguir seus lideres nas atividades da igreja. Nós precisamos de líderes sábios hoje, porém ainda mais de seguidores sábios. Um exército de capitães e coronéis nunca vence uma batalha”.
Aplic.: convida irmãos para ajudar no trabalho: “não posso..”

3) Admoestadores
”Os aconselham” - nous (mente) + tithemi (despertar) a mente dos irmãos para os mandamentos de Deus.
São aqueles que instruem, ensinam, avisam.
A estes também lhes é devido que os tratem com respeito.
E não somente devemos honrar, respeitar, ter alta consideração pelos líderes somente por causa do cargo que têm, mas “por causa do trabalho deles”, por causa do que realizam no meio da igreja.
Ainda há outra atitude que os irmãos devem ter para com esses líderes, o imperativo: “Tende paz entre vós” (ARC), “vivam em paz entre vocês” (NVI).
Segundo William Hendriksen: “parem com as reclamações. Em lugar de criticar constantemente os líderes, segui suas instruções, de modo que a paz (ausência de dissensões) venha a reinar” (p.199).

Conclusão
Esse texto nos exorta acerca do tratamento que os liderados têm de ter para com os líderes.
Nós gostamos muito de buscar nossos direitos.
Ou até mesmo só cobrar dos que lideram e nos esquecemos de segui-los e de os tratarmos com a devida consideração, com todo respeito e amor.
Como você tem tratado os líderes que Deus colocou sobre a sua vida?
Que Deus nos ajude!

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4 de agosto de 2015

Como lidar com pessoas difíceis - 1Ts 5.14-15

   Introdução
   Essa é uma carta do apostolo Paulo, juntamente com Silas e Timóteo, a uma igreja que eles haviam plantado na segunda viagem missionária.
   Foi uma das primeiras cartas do apóstolo escrita.
   Nela, Paulo destaca que era uma igreja muito abençoada, começada não somente através de palavras, mas em demonstração do Espírito e poder.
   Era uma igreja que vivia na dinâmica das três virtudes cristãs mais importantes: fé, amor e esperança (1.3). E finaliza a carta exortando a viverem vidas sóbrias, perseverando nessas três virtudes.
   O texto dessa mensagem faz parte das exortações finais aos irmãos. Especialmente o dever em relação uns aos outros.
   1° - 1Ts 5.12-13: como a igreja deve tratar os líderes.
   2° - 1Ts 5.14-15: Como devemos tratar com os irmãos difíceis ou problemáticos.

   Como lidar com esses cinco tipos de pessoas difíceis (problemáticas)

   1) INSUBMISSOS (INDÓCEIS)
   Por apatia ou rebeldia há algumas pessoas que querem andar na contra mão. São sempre oposição. São desleixados quanto à sua vida com Deus.
   Não têm interesse em aprender, nem de servir.
   É o primeiro a se levantar quando o culto termina.
   Não passam de ouvintes.
   “Deixem para lá”. Esta frase lhe cabe muito bem.
   Como lidar com irmãos insubmissos ou indóceis? Devemos admoestá-los. O termo original para “admoestar” (noutheteo) significa “chamar a razão levando em conta as consequências”.
   Se há pessoas na igreja que não participam, não usam os dons que Deus lhes deu, é necessário caminhar do seu lado e por algum senso em suas mentes.
   Temos de ser verdadeiros: “você não tem comparecido aos cultos, não se envolve com os trabalhos e ainda critica a igreja, se você continuar nesse caminho haverá conseqüências espirituais para a sua vida”.
   Ramo do aconselhamento cristão: noutético.
  Às vezes você conhece alguém assim. E como você o trata? Talvez assim: Deus vai castigar sua apatia ou rebeldia. É preciso amá-lo e falar com amor.
  O propósito de virmos à igreja não deve ser apenas assistirmos ao culto. Trata-se de comunhão. É se envolver com as dificuldades uns dos outros. Uns são fáceis de aprender, de assimilar a Palavra de Deus e obedecer. No entanto, outros não. E temos de “admoestá-lo em Cristo e com amor”.

   2) DESANIMADOS
  A etimologia da palavra grega Oligopsychos quer dizer pessoas de alma pequena. De baixa espiritualidade.
  São pessoas que desistem antes de começar a lutar. Têm medo de desafios. Das dificuldades.
   Têm medo de sonhar ou acham que não vale a pena, pois sua alma é pequena demais para alcançar algum objetivo na vida.
   Existe uma pequena poesia que diz: a vida vale a pena se a alma não é pequena.
   Ilustração: dos doze espias que olharam a terra de Canaã, dez disseram: “Somos como que gafanhotos em relação a eles”. Não podemos. Não vamos conseguir.
   São pessoas apegadas às tradições. E dizem: “deixa do jeito que está”. “Fazemos do jeito que sempre foi. É garantido”.
   São pessoas que temem a chacota dos amigos e por isso não evangeliza.
   Não consegue sobressair aos problemas e são engolidos por eles.
   Como lidar com os desanimados? Paulo diz para que os incentivemos. Não apenas um consolo, mas um encorajamento. O significado dessa palavra é “chegar ao lado de alguém e falar de modo amigável”.
   E se é você mesmo que se encontra nessa situação aumente sua amizade com pessoas que lhe possam ajudar, animar, revigorar e acalmar com a Palavra de Deus.
   Ilustração: Pv 30.28 fala da lição de sabedoria de animais simples: a lagartixa, que se pode apanhar com as mãos, contudo, encontra-se nos palácios dos reis. A lição é: 'Ande com pessoas mais maduras na fé!"

   3) FRACOS
   Há dois tipos de fracos que a Bíblia nos mostra:
   (1) São aqueles que são hipersensíveis ao pecado, que veem o pecado em tudo, mesmo naquilo que não é.
   Em Romanos e 1 Coríntios, Paulo descreve essas pessoas como irmãos mais fracos. E devemos tomar cuidado para não os escandalizarmos.
Devemos ser mais sensíveis a eles.
   (2) São aqueles que continuam caindo sempre nos mesmos pecados.
São fracos moralmente e espiritualmente. Eles precisam de ajuda.
Paulo diz “ampareis os fracos”. É um sentimento de preocupação em ajudar os outros.
   Como ajudar os fracos na fé? É preciso intimidade na comunhão. Vivendo uma vida egoísta, sem interesse pelos outros, não ajudaremos os fracos na fé.
   A igreja cresce quando as ovelhas ajudam a tomar conta umas das outras – quando desejamos admoestar o insubmisso, encorajar o desanimado e ajudar o fraco. Isso requer envolvimento com a vida das pessoas.
   Gl 6.1-2: “irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. 2 Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo."

   4) ENFADONHOS
   ARA: “sejais longânimos para com todos”.
   NIV: “sejam pacientes para com todos”.
   Há certos irmãos que ficamos frustrados com ele. Você se dá muito e recebe pouco. Há muitas cobranças sobre você, mas pouco retorno daquele que cobra.
   Principalmente se você está discipulando, no sentido amplo da palavra, ou seja, desejando levar alguém a semelhança de Cristo. É bem provável que você esteja muito desapontado.
   Jesus passou cerca de 3 anos ensinando aos discípulos como eles deviam viver e o que deveriam fazer. Mas vez por outra Ele disse: “Ó homens de pequena fé”. “Até quando vos sofrereis, cure o doente, expulse esse demônio”.
   É como se Ele tivesse dizendo: “Quando vocês irão entender o que tenho tentado dizer todo esse tempo?”.
   No entanto Jesus foi muito paciente e depois Ele viu os frutos quando se sentou à direita do Pai.
   Como é que Deus quer que você trate com pessoas enfadonhas? Sendo paciente.        Quanto? Mais do que você tem sido até agora.
   A Bíblia diz que Deus é “compassivo, clemente e longânimo” (Ex 34.6).
  É um Atributo Comunicável. É uma virtude de Deus que Ele quer ver também em seus filhos.
 Pedro pergunta para Jesus: “Quantas vezes eu devo perdoar meu irmão? Sete vezes”. Jesus apresenta a sua multiplicação de longanimidade, paciência: “setenta vezes sete”.
   Esse tipo de compaixão e amor muda a vida das pessoas – até mesmo as enfadonhas.

   5) INÍQUOS
   Há um verso inteiro para falar desse tipo de pessoa. (v.15).
   O primeiro instinto do nosso coração para com alguém que nos faz algum tipo de mal é retribuir na mesma moeda. É nos vingarmos. É ficarmos muitas vezes na espreita para darmos o troco.
   E o pior é quando essa pessoa é um irmão em Cristo. Alguém lhe dirige a “paz do Senhor”. Que senta do seu lado. Que nos cânticos de comunhão diz que você é precioso para ele e essa pessoa lhe faz algum mal.
   É difícil irmãos! É dolorido! Mas a nossa fé deve operar num nível mais alto.
Prepare-se: irmãos poderão magoá-lo, ofender você, lhe dizer palavras más. Falarão indiretamente através de comentários maldosos e de fofocas, poderão lhe caluniar.
   Mateus 18.6: "Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar."
   É muito perigoso brincar “com” os filhos de Deus. Mas alguns poderão fazer isso com você.
   Paulo nos diz: “Evitai retribuir mal por mal”.
   A tradução de evitai é de um imperativo negativo que também se encontra em Ap 19.10. Este traduzido por : não faças isso!
   Não revide. Não retribua.
   Não tente retaliar. Não se vingue.
  Rm 12.17-21 diz: "Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; 18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; 19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem."
   Paulo finaliza dizendo: segui sempre o bem entre vós (igreja) e para com todos (não crentes).

   CONCLUSÃO
   A Igreja ganha e cresce quando lidamos com nossos irmãos que têm certos problemas na sua caminhada com Deus, quando fazemos o que a Palavra nos ordena:
   Admoestar os insubmissos (indóceis)
   Encorajar os desanimados
   Amparar os fracos
   Ser paciente com os enfadonhos
   Retribuir aos iníquos com amor, o mal com o bem.
   É isso que Deus requer de nós como irmãos em Cristo.
   Que o Senhor nos ajude!

29 de julho de 2015

O Que é a Igreja?

Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes[1]

[A ESSÊNCIA DA IGREJA][2]
A Igreja de Deus existe e está presente no mundo. O Senhor Jesus falou dela, quando disse aos discípulos que “edificaria Sua igreja” (Mateus 16.13-20). Os Reformadores se preocuparam em entender e definir a Igreja. Essa preocupação se encontra refletida nas confissões de fé adotada pelas Igrejas após a Reforma protestante. Podemos definir a Igreja como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por Deus, mediante a Sua Palavra, e que recebem a Cristo como Salvador e Senhor, que conhecem e adoram a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, em verdade, e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos por Cristo.

[ATRIBUTOS DA IGREJA]
A Igreja é una[3], ou seja, só existe uma. Ao mesmo tempo, ela é universal, está espalhada pelo mundo todo, e têm pessoas de todas as tribos, povos, e raças (Apocalipse 7.9-10). Isto não quer dizer que a Igreja é do tamanho do mundo. Existe uma diferença radical entre a Igreja e o mundo. A Igreja está no mundo, mas não é dele. A Igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. Deus sempre teve e terá um povo para Si, para o adorar em espírito e em verdade.
A Igreja de Deus, porém, atravessou duas fases históricas distintas. No período antes de Cristo ela estava em geral resumida à nação de Israel, e funcionava com rituais, símbolos e ordenanças determinadas por Deus, como figuras e tipos de Cristo. Com a vinda de Cristo, estas cerimônias foram abolidas, e agora adoramos a Deus de forma mais simples. Porém, é a mesma Igreja no Velho e no Novo Testamentos. Antes de Cristo, os crentes do Antigo Testamento se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. Depois de Cristo, somos salvos pela fé no Messias que já veio.      

[O CARÁTER MULTIFORME DA IGREJA – apenas uma distinção]
A Igreja de Deus, mesmo sendo una e indivisível, existe agora em duas partes. A Igreja militante, composta dos crentes vivos neste mundo, que ainda estão lutando contra a carne, o pecado, o mundo e Satanás. E a Igreja triunfante, composta daqueles fiéis que, tendo vencido a luta, já partiram deste mundo, e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus (Hebreus 12.22-23). Estas duas partes da Igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor Jesus, quando houver a ressurreição dos mortos, e nosso encontro com o Senhor, para com Ele ficarmos para sempre, e com nossos irmãos de todas as épocas e de todas as partes do mundo (1 Tessalonicenses 4.16-18).
A Igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas particulares. São a organização e estruturação local dos fiéis que se reúnem num mesmo lugar regularmente, para cultuar a Deus, serem instruídos em Sua Palavra e celebrar os sacramentos. As igrejas organizadas têm membros a elas afiliados, direção e liderança espiritual e administrativa, promovem cultos de adoração, celebram os sacramentos, anunciam o Evangelho e praticam boas obras.

[AS MARCAS DA IGREJA]
Elas têm um aspecto estrutural e organizacional, mas jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa. Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras, dependendo de quão pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali, a celebração correta dos sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros.
É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus, procurando cada vez mais se aproximar do ideal bíblico.[4] São os princípios que são imutáveis, não as formas organizacionais e externas. Deve manter comunhão com igrejas evangélicas irmãs — afinal, ela não é única neste mundo! Deve zelar pela pureza da pregação, da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral de seus membros. Que Deus nos dê graça para podermos fazer tudo isto!






[1] Disponível em: http://www.ipb.org.br/estudos_biblicos/index.php3?id=20. Acesso: 15 jan. 2007.
[2] Todos os textos em negrito ou itálico são grifos do Pr. Robson para ajudar na melhor compreensão do assunto. Os textos em colchetes, por sua vez, foram acrescentados para se ajustar à Teologia Sistemática, de Louis Berkhof (LPC, 1990, p.557-582).
[3] Berkhof trata dessa parte no tópico Os Atributos da Igreja: unidade, santidade e catolicidade (universalidade).
[4] Este é um dos lemas da Igreja reformada: Igreja reformada sempre se reformando.

14 de junho de 2015

QURESHI, Nabeel. Seeking Allah, Finding Jesus [Procurei Alá, Encontrei Jesus]: uma resenha

QURESHI, Nabeel.  Seeking Allah, Finding Jesus: A Devout Muslim Encounters Christianity. Grand Rapids: Zondervan, 2014. 328 p. [EBook Kindle].

O livro relata a conversão de um muçulmano de nascença e tradição histórica para a fé em Cristo. Nabeel Qureshi é da mesma tribo de Maomé. Cresceu num ambiente cultural familiar onde os líderes são obedecidos sem questionamentos e onde abdicar da fé islâmica é passível de morte. A trajetória de sua conversão é dramática e nos apresenta o arcabouço cultural e religioso da cosmovisão islâmica.
Qureshi nasceu no Paquistão e teve uma infância muito solitária. Sua família mudou para os Estados Unidos quando era jovem. Seu pai era da Marinha americana e mudou algumas vezes dentro do país. Morou algum tempo também na Escócia. Nesses países os muçulmanos eram minoria. Isso o fazia ser diferente e o impendia de ter amigos fora do contexto muçulmano.
As culturas ocidentais eram vistas com maus olhos, levando a família Qureshi a evitar contatos com não islâmicos, e gastar tempo na doutrinação dos dois filhos – Nabeel e sua irmã mais velha – nas sendas do Islã.
Estudou numa Universidade perto de sua casa. Lá conheceu David Wood, um jovem comprometido com Cristo e a evangelização. Os diálogos a respeito da fé deram inicio. A primeira questão de Nabeel era a respeito da fidedignidade do Novo Testamento, uma vez que, segundo ele, foi alterado e reescrito várias vezes.
Seu amigo Wood tinha conhecimento suficiente para dar razão da confiabilidade da Bíblia. Ao fazer isso, desafiou Qureshi sobre a história do Alcorão. Este disse que o Alcorão não havia sido alterado. Mas seu amigo disse que quando Maomé morreu não havia uniformidade dos textos do Alcorão, que havia versões diferentes e que a uniformidade só veio quando se decidiu padronizar o Alcorão, destruindo versículos e até suratas inteiras que alguns próximos a Maomé consideravam verdadeiras.
O que Nabeel aprendeu de seus pais foi que ele deveria aprender a defender sua fé, apenas reconhecendo que o que eles criam era a verdade. No entanto, na sua educação acadêmica aprendeu a ser crítico. A cultura ocidental dizia que era necessário questionar para alcançar a verdade. Isso era o contrário da cosmovisão islâmica. Essa cultura ensinava que sempre haveria respostas adequadas para afirmar sua fé. Entretanto, as respostas dos mestres muçulmanos não foram suficientes.
Wood lhe deu livros do apologista cristão Josh McDowell. Este o convencia da divindade de Cristo. Enquanto a doutrina central do Islã é a “unicidade de Deus”.
Estudos científicos concorriam para a defesa da fé em um Deus Trino. Qureshi também ficou abalado quando começou a estudar a vida de Maomé nas próprias fontes muçulmanas. Descobriu que ele foi violento, matou sem provocação. Seus soldados estupravam mulheres cativas e casavam com crianças de apenas nove anos.
A tensão crescia em seu coração, principalmente o receio de machucar seus pais, se tornar-se cristão, e romper o relacionamento com eles.
Cada vez mais ele se convencia acerca da veracidade da fé bíblica. Wood o aconselhou a pedir essa convicção a Deus. Ele afirma ter tido três sonhos que serviam de testemunha para a fé cristã. Ele foi convencido por Deus. Mas a maior questão era falar isso aos seus pais. Ao contar, o relacionamento ficou abalado, mas o amor paterno-filial era maior. Porém, quando disse que abandonaria a medicina para servir no ministério cristão, os laços se romperam por cerca de um ano.
Na introdução desse livro autobiográfico e apologético, Qureshi mostra as três finalidades que teve em mente ao escrevê-lo: (1) derrubar paredes, dando aos leitores uma perspectiva do coração de um muçulmano; (2) equipar os leitores com fatos e conhecimentos que demonstram o contraste entre as duas crenças, mostrando a veracidade do cristianismo; e (3) mostrar a luta interior dos muçulmanos ao converter-se à fé cristã, descrevendo suas dúvidas e sacrifícios. Esses objetivos foram alcançados. Assim, Nabeel Qureshi, através da descrição passo a passo da sua conversão, mune leitores interessados na conversão de muçulmanos, tornando-os mais eficazes na evangelização.
Qureshi realiza estes objetivos poderosamente. Ele explica a mentalidade islâmica, algo que qualquer um que testemunha a muçulmanos deve entender se deseja ser um apologista eficaz. Ao tomar o leitor através de seu próprio processo de conversão, passo a passo, ele descreve os argumentos que eram mais convincentes para ele e que outros podem aplicar em seus próprios ministérios com muçulmanos. Como apêndices, o autor inclui um ensaio de um renomado apologista no final de cada capítulo.

Robson Rosa Santana

Livro disponível em: www.amazon.com.br

Lançado em 2016 pela Editora Cultura Cristã. Clique aqui para conhecer.

11 de junho de 2015

Como saber como Satanás está tentando você


 Martinho Lutero uma vez comparou o cristão a um homem bêbado que tenta montar um cavalo. É uma comparação comicamente apropriada. Este homem embaralha-se em um dos lados do cavalo, e prontamente cai do lado oposto. Então ele sobe daquele lado, e cai do outro lado. Lutero queria dizer que, como cristãos, somos propensos a extremos. Quando não estamos virando longe demais em uma direção, estamos desviando muito longe no outro.
 Uma das áreas em que somos dados aos extremos é a área de Satanás e seus demônios, e seu trabalho neste mundo. Alguns cristãos estão tão obcecados com a atividade satânica que dificilmente podem falar sobre qualquer outra coisa. Outros cristãos são tão alheios a ele que preferem não falar sobre isso de forma alguma. No entanto, como é frequentemente o caso, a Bíblia nos orienta para um lugar muito melhor onde estamos cientes, mas não obcecados, onde estamos conscientes da atividade de Satanás, mas igualmente convencidos da vitória de Cristo.
 A Bíblia nos assegura que Satanás está ativo neste mundo. Mesmo que ele seja um inimigo derrotado e, como disse Lutero, "sua destruição é certa", ele continua a ser um inimigo perigoso. Ele é como uma cascavel que, embora esmagada, continua a se debater em seus espasmos. Sua mordida permanece mortal e seu gotejamento venenoso.
Satanás odeia a Deus e odeia qualquer pessoa criada à imagem de Deus. Ele fez um longo e intenso estudo da humanidade. Ele conhece nossos pontos fortes e fracos. Ele conhece nossos desejos secretos. Satanás sabe como entregar tentações  sob medida para cada um de nós.
Em seu livro Tempted and Tried (Tentado e Provado), Russell Moore sugere uma maneira de pensar sobre como Satanás pode estar tentador você:
“Imagine que você pudesse fazer algo, que você pudesse fazer isso acontecer exatamente como desejasse, e pudesse então voltar no tempo para quando isso nunca tivesse acontecido - sem consequências para sua vida, seu trabalho, sua família, ou o Dia do Julgamento. O que seria? O que vem à mente pode ser uma boa visão sobre onde seus desejos estão sendo formados.”


O que seria? Sua resposta será diferente da minha resposta. Nós somos seres únicos, com desejos exclusivos e tentações únicas. Onde quer que você pudesse pecar sem consequência e sem julgamento, onde quer que você pudesse realizar um desejo mal sem medo da repercussão, este é exatamente o tipo de lugar Satanás que vai tentá-lo. Como ele orienta você para o pecado, ele finalmente irá convencê-lo que você pode pecar sem consequência. Ele irá convencê-lo que você pode ir longe com ele. Afinal, esta é a mentira que ele disse a Adão e Eva o tempo todo, ou seja, que eles poderiam pecar com impunidade. E enquanto os tempos mudam, suas estratégias continuam as mesmas.
Onde você pecaria se você pudesse pecar - esse pode muito bem ser o lugar que você vai pecar quando você for tentado a pecar.


Original em inglês: How to Know How Satan Is Tempting You

Acesso em: 11 jun 2015.
Tradução: Robson Rosa Santana

3 de junho de 2015

Nove sinais de um pastor que está perdendo o rumo

    Paul David Tripp, em seu livro Vocação Perigosa, dentre tantas questões importantes sobre a vida pastoral, trata de alguns sinais de como um pastor pode se encontrar em perigo e até mesmo questionar sua vocação pastoral. 

1. Ele ignora a evidência clara de problemas. Não vê ou encontra em si mesmo problemas. Justifica dizendo que o que lhe ocorre é causado pelas circunstâncias ou mal entendidos. 

2. Vê e trata o problema dos outros, mas não os seus próprios, até porque não encontra problemas em si. É a questão do lado obscuro da liderança. 

3. Falta de vida devocional. Ter capacidade de interpretar textos (hermenêutica), pregar bem (homilética) e conhecimento teológico não significa ter vida íntima com Deus. O que motiva, traz perseverança, humildade, amor, paixão e graça é a vida devocional. É ter um relacionamento com a Palavra, e com o Deus da Palavra. 

4. Não pregar o Evangelho para si mesmo. É não descansar na graça salvadora e consoladora do Evangelho libertador de Cristo, e buscar realização e identidade nas coisas e pessoas, de forma messiânica. Isso gera autodefesa, autocomiseração e mágoas. Deve-se sempre term em mente que só Jesus é o Salvador, nosso e da igreja.

5. Não ouvir as pessoas mais próximas. Sempre há pessoas conversando com pastores sobre seu ministério, comportamento e de como trata os outros, e isso deve levar à ponderação e mudança de atitudes. É preciso humildade da parte dos pastores para isso. Pastores são humanos e falhos. Não adianta sublimar os erros. 

6. O ministério começa a tornar-se pesado demais. "O impacto de todas essas coisas juntas é que você descobre que o seu ministério é cada vez menos privilégio e alegria e cada vez mais peso e dever" (Tripp, p.31). 

7. Começar a viver em silêncio. O pastor começa a se isolar como um mecanismo de defesa. Porém, a vida cristã é comunitária e orgânica. 

8. O pastor questiona sua vocação. Cogita que realmente não foi vocacionado para o pastorado, coisa essa que não pensava há tempos atrás. 

9. Pensa em abandonar o ministério. Alimenta em seu coração exercer outra atividade à parte da vida pastoral. 

Tripp reconhece que nem todos esses sinais se evidenciam na vida de uma pastor que está em crise e perdendo o rumo. Reconhece também que esse processo é mais comum do que parece. Sua preocupação é com a cultura das igrejas, que permite que essas coisas estejam acontecendo com seus pastores, sem que seja visto e tratado. 

Pr. Robson Santana
Igreja Presbiteriana do Brasil

23 de abril de 2015

As Dez Marcas do Homem Carnal

Os sinais de um homem carnal são estes:
1.    Quando um homem em seu desejo de agradar seu apetite, não faz isto visando um objetivo mais elevado, ou seja, a sua preparação para o serviço de Deus, mas somente para seu próprio prazer (claro que ninguém faz tudo conscientemente visando o serviço de Deus. Entretanto, uma vida gasta no serviço de Deus é ausente do prazer carnal, de maneira geral).
2.    Quando ele procura mais ansiosa e diligentemente a prosperidade do seu corpo do que de sua alma.
3.    Quando ele não se abstém de seus prazeres, mesmo quando Deus os proíbe ou quando ferem sua alma, ou quando as necessidades de sua alma clamam que os deixe. Mas ele tem que ter seu prazer, não importa o que lhe custe; e é tão persistente nisto, que não o pode negar.
4.    Quando os prazeres da carne excedem os deleites em Deus, Sua Santa Palavra e caminhos, e as expectativas de prazer infinito. E isto não só na paixão, mas na estima, escolha e ação. Quando ele prefere estar em um jogo, ou festa, ou outro entretenimento, ou adquirindo boas pechinchas ou lucros do mundo, do que viver na vida de fé e amor, que seria um modo santo e divino de viver.
5.    Quando os homens fixam suas mentes em planejar e estudar para fazer provisão para os prazeres da carne e isto ocupa o primeiro lugar em seus pensamentos e lhe é prazeroso.
6.    Quando eles conversam, ou ouvem, ou leem mais coisas agradáveis à carne do que àquelas que deleitam o espírito.
7.    Quando eles amam a companhia de pessoas carnais, mais do que a comunhão dos santos, nos quais eles poderiam ser exercitados no louvor ao Seu Criador.
8.    Quando eles consideram que o melhor lugar para viver e trabalhar é onde eles podem satisfazer sua carne. Eles preferem estar onde têm coisas fáceis e onde nada falta para o corpo, do que em lugares onde têm muito melhor ajuda e provisão para a alma, apesar da carne ser atormentada por isso.
9.    Quando ele está mais disposto a gastar dinheiro para agradar a carne, do que para agradar a Deus.
10. Quando ele não acredita ou gosta de nenhuma doutrina exceto a “crença-fácil” (isto é, a fé que não requer obediência aos ensinos bíblicos) e odeia a mortificação, que classifica como “legalismo” muito rígido. Por estes sinais e outros semelhantes, podemos facilmente conhecer o homem carnal.
         
Richard Baxter (1615-1691)
Um dos principais teólogos puritanos

25 de fevereiro de 2015

Missiologia Concisa de Paulo em Atos 20



Em determinado momento do ministério de Paulo, especialmente ao entender que não veria mais os irmãos das várias igrejas que ajudou a plantar, o apóstolo resolveu chamar os presbíteros de Éfeso para lhes passar orientações. Suas palavras nesse discurso,registrado por Lucas em Atos 20.17-35, trazem profundos ensinamentos sobre a missão da Igreja. Sabemos que para termos uma missiologia paulina é preciso pesquisar sua vida e obra em Atos e nas suas epístolas. No entanto, surpreende-me, como podemos apreender ensinamentos sucintos e profundos nessas palavras de despedida.
O primeiro aspecto da missão da Igreja é pregação do evangelho. Diante daqueles líderes Paulo diz que “anunciava”, “ensinava”, “testificava” do evangelho do Reino, que é o mesmo evangelho de Jesus, pois Jesus é o próprio evangelho (a boa-nova de Deus para a salvação dos pecadores). Aprendemos com o grande missionário que devemos pregar “todo o desígnio de Deus” (v.27). Lembrando-nos que o evangelho não pode ser esquartejado, hipervalorizado em algumas doutrinas e esvaziado em outras.
A pregação exige o chamado ao “arrependimento para com Deus e a em nosso Senhor Jesus” (v.21). A resposta ao chamado é que haverá aceitação da parte de muitos, mas também rejeição, tribulações, prisões e até morte por causa do testemunho de Jesus. Paulo foi perseguido tanto por judeus, como por gentios.
Esse Evangelho salvador deve ser pregado a todas as pessoas (judeus e gentios) e em todos os lugares (“publicamente e também de casa em casa” - v.20). Perante seu ministério de “testemunhar da graça de Deus” (v.24) com fidelidade e perseverança, é que o apóstolo convoca os presbíteros ou bispos (pastores) – líderes com função pastoral – a que cuidassem do rebanho comprado com o sangue de Deus (v.28). Faz parte do cuidado presbiteral estar alerta contra os falsos ensinos dos falsos mestres que se levantariam dentre os da igreja. Pastores-presbíteros têm de estar vigilantes quanto à detecção e correção dos erros (v.31).
Como Paulo realizou seu apostolado (nos aspectos missionário, doutrinário e pastoral)? Com “humildade, lágrimas e provações” (v.19). Paulo não era romântico quanto ao ministério. Ele sabia o que esperava das pessoas. Muitos receberiam a Palavra com alegria, mas outros reagiriam contra com veemência e perseguição. A obra de Cristo exige dedicação e abnegação. Vigiando também para que a cobiça e a avareza não tomem conta do coração (vv.33-34). Paulo frisa, também, o lado social, quando fala de socorrer os necessitados (v.35), pois o evangelho é para a pessoa toda (alma e corpo). Recorda, assim, “as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar do que receber” (v.35).
Embora enfatizando o papel humano na Grande Comissão de pregar o evangelho a toda criatura, batizar os conversos e ensinar a guardar a Palavra, não podemos esquecer que a salvação é graça. Só é possível pela vontade soberana, eletiva e amorosa de Deus. Por isso, o grande bandeirante do evangelho faz uma oração encomendando os irmãos “ao Senhor e à palavra da sua graça” (v.32). Pois o próprio Jesus já havia dito que Ele mesmo edificaria a Sua Igreja. Somente Ele “tem o poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados” (v.32, ver também Mt 16.18).
Deus dê graça constante aos salvos e santificados por Ele para que cumpram seu papel missionário de ser fiel na proclamação do evangelho e plantação de novas igrejas. Não esquecendo que a Igreja é coadjuvante. O Deus Triúno é o autor principal na salvação dos pecadores. De forma resumida: Deus Pai escolhe, Deus Filho morre pelos escolhidos, o Deus Espírito Santo aplica a obra de Cristo. A Igreja é privilegiada em participar sendo testemunha de Cristo.
O Senhor nos ajude para que sejamos encontrados fiéis. A Ele toda glória!

Robson Rosa Santana
Igreja Presbiteriana do Brasil

31 de dezembro de 2014

Expectativas para o Ano Novo


     Quais as suas expectativas para o ano novo?
Não entendo como aleatório esse ciclo de um ano em nossas vidas. Foi o próprio Deus Criador que fez que a terra desse uma volta em torno do sol em 365 dias (e algumas horas). Quando observamos o calendário dos hebreus (Israel nos seus primórdios) havia 12 meses, que variavam entre 29 e 30 dias, dando assim um total de 354 dias. Porém, para completar o ciclo, a cada 3 anos aproximadamente (7 vezes em 19 anos) era acrescentado um mês de 29 dias entre os meses de Adar e Nisã.
Isso é que se entende por estrutura da criação de Deus e assim Deus fez todas as coisas para serem direcionadas por Ele. É a questão da estrutura e direção. Deus fez todas as coisas assim, mesmo que o pecado tenha dado direção pecaminosa aos nossos pensamentos e ações, devemos buscar nEle o propósito dEle haver nos criado e adequar nossas vidas a seus planos.  
Portanto, esse ano que se incia é plano de Deus para o ser humano e que inclui a Sua Igreja. Parafraseando o Salmo 118.24, esse é o ano que o Senhor fez, regozijemo-nos e alegremo-nos nele.
Meus amados irmãos, creio que Deus tem bênçãos portentosas para nossas vidas, famílias, trabalho e igreja. Está escrito em Efésios 3.20 que nosso Deus é “poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”.
Esse é o nosso Deus. O único Deus. Pelo poder das suas palavras o universo foi criado. Foi ele que nos criou com o seu poder. É Ele que sustenta a sua criação por sua vontade sábia e soberana. Se relembrarmos apenas rapidamente veremos o poder de Deus levantado um povo exclusivo para Si, cuidando, sustentando, abençoando, zelando, com todo amor.
Nosso Deus é poderoso para fazer infinitamente mais! Por isso é preciso deixar de lado a incredulidade, o pessimismo, a apatia, o relaxo e crer que Deus vai fazer grandes coisas em nosso meio – por meio de nós.
Creio que Deus vai abençoar e estruturar ainda mais nossas famílias. Derramar chuvas de bênçãos sobre nossos trabalhos – que é projeto de Deus para nós, segundo a vocação que pôs em cada um. Que Ele vai despertar cada dia mais a nossa vida espiritual e que vivendo nós na presença de Deus e servindo a Ele com alegria e amor, muitos outros farão parte da nossa família cristã. Essa é a minha expectativa para o ano novo.

 Pr. Robson Rosa Santana