9 de agosto de 2017

Não se ponham em jugo desigual (2 Coríntios 6.14-7.1)

     INTRODUÇÃO
     J. C. Ryle, num pequeno texto intitulado “O Temor de um Pastor", disse:
"O que eu temo em relação a você? Tudo.Temo que você persista em continuar rejeitando a Cristo, até que perca a sua alma. Temo que você seja entregue a uma mente reprovável e não desperte jamais. Temo que você chegue a tal dureza de coração e morte, que nada romperá o seu sono, exceto a voz do arcanjo e da trombeta de Deus. Temo que você se agarre a este mundo fútil, com tanto apego que nada poderá separá-lo dele, exceto a morte. Temo que você viva sem Cristo, morra sem perdão, ressuscite sem esperança, receba julgamento sem misericórdia e seja lançado inevitavelmente no inferno".
 De fato, não há maior tristeza para um pastor do que saber que suas ovelhas estão doentes espiritualmente, que estão em pecado, que estão se colocando em zona de perigo, que estão desprezando a Palavra do Senhor, envergonhando o nome de Jesus e da igreja que frequenta.
Quanto a isso Pedro adverte: “No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedices, orgias e farras, e na idolatria repugnante" (1 Pe 4.3)

   A TESE DE PAULO (v. 14a:): "O CRENTE NÃO PODE SE COLOCAR EM JUGO DESIGUAL COM OS INCRÉDULOS"
"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos"
Jugo desigual era colocar numa mesma canga um boi e um burro. Eles são diferentes fisicamente. Um maior do que o outro. As passadas eram diferentes. (Lv 19.19; Dt 22.10). Logo, a terra que seria arada ficaria irregular, ficaria um trabalho mal feito. Porque a canga deve ser posta em animais da mesma espécie.
Desse modo, de um modo espiritual, o crente é diferente de um incrédulo. Isso não quer dizer que não devemos falar com pessoas descrentes ou ter certa amizade com eles. Porque se fosse assim Jesus nos tiraria do mundo.
Mas, de acordo com a Bíblia, há certo tipo de relacionamento com os incrédulos e com a sua prática de viver, que é totalmente oposta ao modo de viver de um cristão verdadeiro. Não tem como o cristão compartilhar certas coisas com os incrédulos. Paulo é enfático: "não se ponham em jugo desigual com eles!".

     OS EXEMPLOS DE PAULO (v.14b-16a): COMUNHÃO IMPOSSÍVEL
5 comparações vigorosas de Paulo:
“(1) porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidadeOu (2) que comunhão, da luz com as trevas? (3) Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou (4) que união, do crente com o incrédulo? (5) Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?”

Paulo adverte contra:
(1) Relações fixas namoro, noivado, casamento. A tendência é que os que não têm Deus influenciem os que têm.
1 Co 2.14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”
1 Co 7.39: “A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor”.
(2) Em conversas comuns
1 Co 15.33: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes”.
(3) Não se unir em comunhão religiosa com eles.
Ecumenismo. Participar de outros tipos de cultos, que não verdadeiramente a Deus.

   O MOTIVO DA SEPARAÇÃO DESSAS COISAS (v.16-18): SOMOS SANTUÁRIO DE DEUS.
“16b Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.”

    CONCLUSÃO
   2 Co 7:1 "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus”.
 C. H. Spurgeon: “Se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo”.
Charles E. Fuller: “Comunhão com Deus significa luta com o mundo”.
Leonard Ravenhill: “As grandes águias voam sozinhas; os grandes leões caçam sozinhos; as grandes almas andam sozinhas - sozinhas com Deus”.
João Calvino: “Nada é mais perigoso do que nos juntarmos aos ímpios”.
 Pr. Robson Santana

3 de agosto de 2017

Duas Verdades para Fortalecer sua Fé | Paul Tripp

Você acredita que Deus existe? Eu suponho [...] que você acredita. Se você acredita na existência de Deus, isso significa que você tem fé, certo? Sim ... mas não é tão simples. De acordo com a definição da Bíblia, se você tem fé, também deve significar que você se aproximou de Deus, que você procura agradá-lo e que você valoriza o que ele valoriza (Hebreus 11:6).
Essa é a realidade de sua fé cristã diária? Eu vou ser sincero - eu sei que minha fé nem sempre é tão forte. Embora eu acredite absolutamente na existência de Deus, há momentos em que eu me sinto longe dele. Há momentos em que eu só procuro me agradar. Há momentos em que valorizo o tesouro terrestre mais do que recompensas eternas.
Isso é muito importante compreender: nossa fé cristã é dramaticamente mais do que apenas uma crença intelectual. Não basta que a sua fé simplesmente acredite na existência de Deus. Uma fé forte deveria mudar sua vida radicalmente nos níveis mais básicos.

Então, como fortalecemos nossa fé de onde está para onde Deus quer que ela esteja? Há muitas maneiras, mas aqui estão duas verdades que eu tento meditar em todo tempo:

1. Deus é soberano (Atos 17:26) - "De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar” (NVI).
É fácil para nós dizer que Deus está no controle; é muito mais difícil para nós acreditar em fé que ele realmente é. Muitos de nós estão paralisados pelo pesar de ontem. Muitos de nós vivemos com medo do amanhã. Muitos de nós também queremos controlar situações, locais e relacionamentos de hoje.
Mas se meditarmos sobre a soberania de Deus, nossos corações podem descansar independentemente das circunstâncias externas. Precisamos sempre nos lembrar que tudo o que experimentamos foi determinado antecipadamente pela boa vontade de nosso Pai, e nada pode nos tocar que ele não tenha ordenado amorosamente.
2. Deus está perto (Atos 17:27) - “Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós” (NVI).
Se você for estudar a história da humanidade, quase todos os soberanos (isto é, um líder de governo) governaram à distância. Era, e ainda é, impossível para uma pessoa comum obter uma audiência pessoal com um chefe de estado.
Mas não é assim para o cristão. Lembre-se de que, em qualquer momento, você pode alcançar e tocar o Rei do universo, o Criador dos céus e da terra. Quando você está no chuveiro, quando você está dirigindo, quando você está lutando para dormir no meio da noite, você pode se aproximar de seu Deus e dizer: "Senhor, por favor, ajude-me. Eu preciso de ti".
Nos bons momentos e nos maus, Deus está governando todos os detalhes de sua vida, e ele está fazendo isso intimamente. Diante dos problemas de hoje, lembre-se de que sua fé é muito mais do que intelectual: é profundamente transformadora.
Deus abençoe,
Paul Tripp


Perguntas para meditação
1. Identifique uma área da sua vida cristã, onde a fé tem sido mais intelectual e não tão transformacional. Quais podem ser algumas razões por trás da luta?
2. Como Deus provou ser soberano em sua vida no passado? Identifique uma área de sua vida onde sua soberania comprovada deve dar-lhe descanso hoje.
3. Quais são algumas das possíveis barreiras espirituais que você colocou, que faz com que Deus pareça distante, quando ele realmente não está longe de você?
4. Além de ser soberano e estar perto, escolha outro aspecto do caráter de Deus para meditar nesta semana. Como isso irá incentivá-lo, independentemente das circunstâncias?

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Título original: Two Truths To Strengthen Your Faith
URL do original: https://www.paultripp.com/wednesdays-word/posts/two-truths-to-strengthen-your-faith
Site: www.paultripp.com
Acesso: 03 ago. 08/17
Tradução: Pr. Robson Santana (Igreja Presbiteriana do Brasil)

25 de julho de 2017

Choremos por nós mesmos e pelos outros

Toda vez que leio as últimas horas de Jesus até sua morte fico profundamente emocionado. É impossível não ser tocado na alma ao ver Jesus realizando a última ceia da antiga aliança, como um teatro vivo da sua morte na cruz no dia seguinte; concluir que um dos discípulos que comia no prato de Jesus, saiu de fininho e foi entregá-lo por 30 moedas; ver a angústia de Jesus no monte das oliveiras, no lugar chamado Getsêmani (prensa da oliva); ver o mesmo discípulo vendido se aproximar de Jesus e saudá-lo com um beijo que deveria ser de carinho, amor e amizade, mas foi o ósculo da hipocrisia e traição; emociona ver Jesus sendo levando como um malfeitor por gentios pagãos. Ser julgado de modo injusto por causa da inveja e ódio de toda uma liderança religiosa, que também tinha grande peso político. Ver Jesus sendo zombado por Herodes e julgado politicamente por Pilatos. É triste ver uma parte do povo que saudou Jesus com hosanas e ramos de oliveiras, que deu boas vindas ao Rei Messias, esses mesmos gritarem: crucifica-o. É doído ver que Jesus morreu até muito rapidamente (mesmo que tenha ficado pregado por 6 horas), pois Pilatos se admirou e pediu confirmação ao centurião. No entanto, tudo que Jesus fez não deve nos levar a uma reflexão de pesar por todo o sofrimento e humilhação. Pelo contrário, deve nos levar a refletir no amor infinito dele por nós pecadores. Que tudo que passou foi em nosso lugar. Que ao invés de pena, ele quer a inteireza de nosso coração, amor e devoção. Que Jesus quer que abandonemos nossos ídolos, visíveis e invisíveis. Que coloquemos toda nossa confiança nele, pois Deus cuida dos seus, em qualquer circunstâncias. Mesmo em profunda dor e sofrimento, todo ensanguentado e exausto, ao ver mulheres chorando e batendo no peito, ele disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!" (Lc 23.28). Podemos sim nos emocionar e até chorar por todo sofrimento de nosso Salvador, mas não devemos esquecer, principalmente, que temos de chorar por causa da rebeldia recorrente de nós mesmos. Temos de chorar pelos nossos filhos para que a graça de Deus os atraia irresistivelmente dia a dia. Temos de continuar chorando por pessoas do mundo inteiro que continuam rebeldes contra o Filho, mas que ainda podem ser encontrados por Ele. Deus nos ajude e nos use, para sua glória.
Robson Santana

9 de julho de 2017

O surdo-gago, a identidade de Jesus e você | Mensagem em Marcos 7.31-37

    Mais uma vez Jesus faz uma obra maravilhosa. Ele cura um homem que era surdo, com muita dificuldade para falar alguma coisa (gago).
Como dissemos outras vezes, Marcos é um evangelho que destaca Jesus em ação.
A forma como o evangelho foi escrito mostra Jesus sempre indo de um lugar a outro realizando coisas, seja ensinando, pregando ou curando.
Os milagres não beneficiavam apenas as pessoas que as recebiam, mas era um cumprimento profético acerca de Jesus como o Cristo/Messias (Ungido) de D eus.
A primeira parte do evangelho de Marcos enfatiza as realizações de Jesus que apontam para a sua identidade e a segunda parte mostra qual o propósito de Jesus.
Em outras palavras, toda a vida e obra de Jesus em Marcos é para nos mostrar quem Ele era (e continua sendo) e o que o que Ele fez para nos salvar.

Esse milagre contrasta com o milagre anterior. Com a mulher siro-fenícia houve muita relutância para Jesus atender o pedido de libertação da sua filha.
Enquanto com este surdo ele foi de pronto para responder: “tira-o do meio da multidão, toca seus ouvidos, cospe e toca na língua, olha para o céu, suspira e diz: “abre-te!”
Vemos em outros milagres que Jesus não precisou fazer essas coisas, Ele tem poder de ordenar e as coisas acontecerem, mas talvez aquele homem surdo-gago precisasse.
A linguagem dos surdos é não verbal, talvez não houvesse uma língua de sinais como temos. A linguagem principal dos surdos – e por isso mudos – é não verbal. Talvez, por isso, Jesus procedeu daquela forma.
Ele fala com o surdo através do tato e da visão; e talvez ainda com a leitura labial de Jesus, pois Ele falou apenas uma palavra: efatá.
Esse suspiro de Jesus também não era comum.  Foi como um gemido, quando alguém está sentindo dor.
Seria isso por que Jesus se identifica com o drama daquele homem? Pode ser. Mas também poder ser porque há uma identificação mais profunda estava acontecendo: havia um custo maior para Jesus curar aquele homem.
Apenas UMA PALAVRA (grega: mogylalos) é a tradução de “que também falava com dificuldade” ou “gago”
É a mesma palavra traduzida no Antigo Testamento grego (versão Septuaginta - LXX) que está em Isaias 35.6.
Essa palavra é usada somente aqui em Marcos e em Isaias 35.
Vejamos o texto de Is 35.4-6: “digam aos desanimados de coração: "Sejam fortes, não temam! Seu Deus virá, virá com vingança; com divina retribuição virá para salvá-los". Então se abrirão os olhos dos cegos e se destaparão os ouvidos dos surdos. Então os coxos saltarão como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria. Águas irromperão no ermo e riachos no deserto.”
Marcos está dizendo: “os cegos estão vendo? Os surdos estão ouvindo? Os mudos estão falando e louvando com suas línguas?”
Quem estava vendo todas essas coisas acontecendo poderia concluir: Deus veio como está prometido em Isaías 35, Deus está em nosso meio. Esse Deus é Jesus de Nazaré.

Mas há um detalhe nesse texto que nos leva a perguntar: onde está a vingança?
Ele não veio trazer vingança, Jesus veio para receber a vingança do Pai em si mesmo na cruz!
Por isso clamou na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
O verso de 2 Coríntios 5.21 explica muito bem isso: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (cf. Rm 8.3).

Finalizando
Esse texto e o da mulher siro-fenícia nos mostram que Deus é aquele que abre os caminhos para nos aproximar dele. Jesus é o Caminho.
Ele foi a Tiro e Sidom (na Filístia). Foi Ele quem quis passar pelas terras de Decapólis (região que o havia rejeitado antes - Gadara).
Jesus está aqui rompendo as barreiras de Israel se dirigindo aos gentios, fazendo uma abertura para todas as nações.
E o propósito de todo agir e mover de Deus nesse mundo é para que pessoas sejam resgatadas da condenação eterna e Seu nome seja glorificado!
Aquelas pessoas ficaram maravilhadas com o que Jesus fez. Como está escrito em Mateus, eles glorificaram ao Deus de Israel.

Aplicação
James Hastings[1] diz que há 4 classes de pessoas:
1. Há pessoas que não veem nada em Cristo para admirar.
2. Outros admiram o que Cristo faz, mas não admiram quem Ele é.
3. Há muitos que O admiram, mas não O adoram.
4. Existem as pessoas que não somente o admiram, mas o adoram de todo coração.
A vida só valerá à pena se você compreender plenamente a mensagem do Evangelho: quem é Jesus e o que Ele fez por nós!
Que classe de pessoa você é?
Robson Rosa Santana



[1] The greek texts of the Bible, St. Mark.

22 de junho de 2017

Definindo Missional

ALAN HIRSCH
 A palavra está em toda parte, mas de onde veio e o que realmente significa?

Tornou-se cada vez mais difícil abrir um livro sobre ministérios ou participar de uma conferência em igrejas e não ser abordado pela palavra missional. Uma busca rápida no Google descobre a presença de "comunidades missionais", "líderes missionais", "adoração missional", até "reuniões missionais informais" e "café missional". Hoje, todo mundo quer ser missional. Você pode pensar em um único pastor orgulhosamente anti-missional?
  
Mas, à medida que os líderes das igrejas continuam a embarcar no movimento missional, o verdadeiro significado da palavra pode ser enterrado sob uma pilha de pressupostos. É simplesmente uma nomenclatura atualizada para “igreja com propósitos” ou “igreja sensível às necessidades”? Será que Missional é uma nova e mais madura influência do movimento das igrejas emergentes?

É hora de parar e considerar a origem e o significado da palavra que está reformulando nossa compreensão do ministério e da igrejaEste diagrama em forma de árvore[1] mostra as raízes da palavra missional e como seu alcance se expandiu para diferentes áreas do ministério. Alan Hirschque se auto define como "ativista missional", também fornece uma definição concisa do termo abrangente.

Há consequências quando os significados das palavras ficam confusos. Isto é particularmente verdadeiro dentro de uma cosmovisão bíblica. Os hebreus desconfiavam das imagens como comunicadores da verdade, então guardavam as palavras e seus significados cuidadosamente. Parte da teologia, portanto, inclui a proteção do significado das palavras para manter a verdade dentro da comunidade de fé. 

É por isso que estou preocupado com a confusão que envolve o significado da palavra missional. Manter a integridade desta palavra é fundamental, porque a recuperação de uma compreensão missional de Deus e da Igreja é essencial não só para o avanço da nossa missão, mas também, eu creio, para a sobrevivência do cristianismo no Ocidente.
  
Primeiro, deixe-me dizer o que missional não significa. Missional não é sinônimo de emergente. A igreja emergente é principalmente um movimento de renovação tentando contextualizar o cristianismo para uma geração pós-moderna. Missional também não é o mesmo que evangelístico ou sensível às necessidades. Esses termos geralmente se aplicam ao modelo de atração da igreja que dominou nossa compreensão por muitos anos. Missional não é uma maneira nova de falar sobre o crescimento da igreja. Embora Deus deseje claramente que a igreja cresça numericamente, isto é apenas uma parte da maior agenda missional. Finalmente, missional é mais do que justiça social. Envolver-se com os pobres e corrigir as desigualdades faz parte de ser agente de Deus no mundo, mas não devemos confundir isso com o todo.

Uma compreensão adequada de missional começa com a recuperação de uma compreensão missionária de Deus. Por sua própria natureza, Deus é um "enviado" que toma a iniciativa de redimir sua criação. Esta doutrina, conhecida como missio Dei - o envio de Deus - está fazendo com que muitos redefinam sua compreensão da igreja. Porque somos o povo "enviado" de Deus, a igreja é o instrumento da missão de Deus no mundo. Como as coisas estão, muitas pessoas veem o contrário. Elas acreditam que a missão é um instrumento da igreja; um meio pelo qual a igreja cresce. Embora frequentemente digamos "a igreja tem uma missão", de acordo com a teologia missional, uma declaração mais correta seria "a missão tem uma igreja".

Muitas igrejas têm declarações sobre missões ou falam sobre a importância da missão, mas onde verdadeiramente as igrejas missionais diferem é na sua postura em direção ao mundo. Uma comunidade missional vê a missão como impulso originador e seu princípio organizador. Uma comunidade missional é modelada segundo o que Deus fez em Jesus Cristo. Na encarnação Deus enviou seu Filho. Da mesma forma, ser missional significa ser enviado para o mundo; não esperamos que as pessoas venham até nós. Esta postura diferencia uma igreja missional de uma igreja atracional.

O modelo de atração, que dominou a igreja no Ocidente, busca alcançar a cultura e atrair as pessoas para a igreja - o que eu chamo de busca e apreensãoMas este modelo só funciona onde nenhuma mudança cultural significativa é necessária quando se move de fora para dentro da igreja. E à medida que a cultura ocidental se tornou cada vez mais pós-cristã, o modelo de atração perdeu sua eficácia. O Ocidente parece mais um contexto missionário transcultural em que os modelos de igreja atração são autodestrutivos. O processo de extrair pessoas da cultura e assimilá-las na igreja diminui a capacidade de falar com aqueles que estão lá fora. As pessoas deixam de ser missionais e, em vez disso, deixam esse trabalho para o clero.

Uma teologia missional não está contente com a missão de ser um trabalho baseado na igreja. Em vez disso, aplica-se a toda a vida de cada crente. Todo discípulo deve ser um agente do reino de Deus, e todo discípulo deve levar a missão de Deus em todas as esferas da vida. Todos somos missionários enviados para uma cultura não-cristã.

Missional representa uma mudança significativa no modo como pensamos a igreja. Como povo de um Deus missionário, devemos nos relacionar com o mundo da mesma forma que ele - indo ao invés de apenas alcançar. Obstruir este movimento é bloquear os propósitos de Deus em e através do seu povo. Quando a igreja está em missão, então ela é a verdadeira igreja.


Alan Hirsch é autor, palestrante e diretor fundador da The Forge Mission Training Network, uma organização internacional.

Usado com permissão do autor

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Título original: Defining Missional
Acesso05/06/17
Tradução: Pr. Robson Rosa Santana (Igreja Presbiteriana do Brasil)
Revisão: Pr. Walter Leite (Igreja Batista Betel | Yázigi – Aracaju – SE)
   


[1] Há link aqui mais não abre no site. Dá como erro.

2 de junho de 2017

A verdadeira felicidade

“... ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação” Hc 3.18

Onde está Deus em meio a tanta injustiça e maldade? Essa dúvida permeia o coração de muitas pessoas em todos os tempos! Ontem e hoje, somos afligidos por situações de dor, angústia e indignação. O profeta Habacuque levantou esse mesmo questionamento: “até quando, Senhor?”.
Habacuque foi um profeta do Antigo Testamento, contemporâneo de Jeremias e Naum. O livro que leva o seu nome foi escrito no final do século 7° antes de Cristo, por volta dos anos 610 a 605 a.C. O quadro existencial dele não é diferente de nosso contexto brasileiro. Grassava a injustiça, opressão e propina dos líderes de sua época. Além disso, a ameaça imperialista da Babilônia jazia às portas de Jerusalém.
Por isso ele ora fervorosamente: “até quando, Senhor?”. Creio que ele conhecia a Deus e reconhecia sua soberania, mas a aflição do seu coração foi tanta que ele pensou: “por que demora tanto a ação do Senhor?”. “Será que o Senhor não vê a nossa situação calamitosa?”.
Entendo plenamente seus questionamentos. Sou homem igual a ele e, nas minhas angústias, tento entender os planos de Deus que não são claros para mim. Mas o que aprendemos desse livro é que não devemos duvidar dos propósitos soberanos dEle. Ele sabe o que faz.
Deus lhe responde. Mas a resposta nem sempre agrada. Deus lhe disse que usaria a Babilônia, exército poderoso e perverso, para castigar o reino de Judá. E diante de mais outro questionamento de Habacuque, o Senhor diz que no tempo certo trataria dos babilônios. Há cinco “ais” para eles.
Nesse contexto, podemos aprender da atitude do profeta. Ele se pôs na torre de vigia e esperou no Senhor. Não existe outra ação mais proveitosa para nossas almas do que colocar toda a nossa situação em oração e confiar no Senhor. Nada acontece por acaso, mesmo que achemos toda situação triste e angustiosa. Como disse bem o salmista, entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5).
Na torre de vigia o profeta passa por uma renovação da sua visão sobre Deus. Deus é soberano, justo, santo e amoroso. Restou-lhe, assim, orar mais uma vez. Ele ficou alarmado e clamou: “aviva a tua obra, Senhor”. Suplica uma operação maravilhosa do Senhor no meio de seu povo.
Habacuque não apenas orou, esperou, viu as coisas pela ótica de Deus, mas também entendeu algo de suma importância: só Deus é nossa alegria e satisfação verdadeira. Tudo mudou depois desse derramar-se diante do Pai. Ele declara que mesmo que faltasse tudo, ele exultaria e se alegraria em Deus. Esse estágio poucos conseguem alcançar. É fácil estar feliz e satisfeito quando tudo vai bem. 
Davi, mesmo em face de todas as lutas que passou, dizia: “na tua destra há delícias perpetuamente” (Sl 16.11). Os apóstolos regozijaram-se mesmo sofrendo por causa do nome de Jesus (At 5.41). Paulo, embora preso, escreveu a carta aos Filipenses na qual a tônica é a alegria: Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!(Fp 4.4).
Onde você está colocando sua identidade, satisfação e alegria? Se for em coisas ou na situação político-social-econômica, você será muito infeliz. Mas se for somente em Deus, no seu amor e graça, você encontrou o verdadeiro significado da vida e verdadeira felicidade. Bem disse Steven Lawson: “Se olho para mim, me deprimo. Quando olho para os outros me iludo. Quando olho para minhas circunstâncias me desencorajo, mas quando olho para Cristo estou completo”.
Robson Rosa Santana


25 de maio de 2017

Por que os filhos precisam ser ensinados a obedecer? | John MacArthur Jr.

As Escrituras dizem claramente que os filhos devem obedecer aos pais. O Quinto Mandamento diz que os filhos devem honrar aos pais. Pelo menos uma dúzia de versículos somente no Livro de Provérbios exortam os filhos a obedecer a seus pais. Efésios 6.1-3 diz: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe - que é o primeiro mandamento com promessa - para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra).”

Por que os filhos precisam obedecer? Porque lhes falta maturidade nas quatro principais áreas da vida que são essenciais à independência. Essas áreas são delineadas em Lucas 2.52. Ali é dito que Jesus cresceu em quatro sentidos: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. Embora fosse perfeito e sem pecado, nosso Senhor cresceu mentalmente, fisicamente, socialmente e espiritualmente como uma criança. Estas são as quatro áreas em que todas as crianças precisam desenvolver-se.

As crianças precisam crescer em maturidade intelectual. Elas carecem de sabedoria. Faltam-lhe conhecimento, instrução e capacidade de julgamento. Quando um bebê nasce neste mundo, seu cérebro está quase completamente sem nenhuma informação. O que quer que ele venha a saber precisa ser-lhe ensinado. Ele não sabe o que é certo e errado; não sabe quais são os alimentos bons para comer; não sabe o que deve ou não colocar na boca; nem mesmo tem condições de sair dos limites seguros de sua casa. Todas essas coisas precisam ser ensinadas, e a infância é a época certa para aprendê-las.

As crianças também precisam desenvolver a maturidade física. Elas nascem frágeis e incapazes de sobreviver por si próprias. É um longo processo até que obtenham força e coordenação. No início precisam ser alimentadas, trocadas e controladas em suas necessidades básicas. Não são capazes de defenderem-se ou sobreviverem sozinhas no mundo. É responsabilidade de seus pais protegê-las.

As crianças também precisam alcançar maturidade social. A característica mais perceptível em uma criança quando ela vem ao mundo é o egoísmo absoluto. Ela quer as coisas imediatamente, e pensa que todas as coisas ao alcance de suas mãos e vista lhe pertencem. É difícil ensinar uma criança a compartilhar, a falar nos momentos apropriados, e a ser humilde. Nada disso é natural em criança alguma.

Finalmente, as crianças precisam de maturidade espiritual. Uma criança não cresce naturalmente para amar a Deus. As Escrituras sugerem que mesmo as crianças menores têm algum conhecimento inato de Deus (Rm 1.19), mas, sem instrução adequada, isso será levado pelo vento. Sua própria depravação as destruirá. É responsabilidade dos pais conduzi-las na direção certa. Provérbios 22.6 diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele." A obediência da criança é a ferramenta que a leva à maturidade em todas as áreas.

John MacArthur Jr. 
Como Educar Seus Filhos Segundo a Bíblia, pp. 187-188.

15 de maio de 2017

Como ser pais na esfera da aliança

      INTRODUÇÃO
Todos nós precisamos de muita graça do Senhor para realizar todos os nossos afazeres, mas precisamos de mais graça ainda para criar nossos filhos.
Há muitos métodos que são abraçados por muitas famílias da igreja. Mas esses métodos podem nos deixar orgulhosos: “nós criamos nossos filhos de acordo com esse método!”
No entanto, viver de acordo com as promessas e deveres da aliança de Deus com Seu povo, nos tornam gratos e dependentes.
Desse modo, nosso método, ou nossa forma, deve ter como ponto de partida a Teologia.
Tem de ter como base a Bíblia – e a forma que Deus quer que vivamos, incluindo a criação de nossos filhos - e somente de forma secundária, e julgada pela Bíblia, é que podemos usar outros métodos que pessoas sábias nos ensinam.
A Bíblia não é abrangente ao nos ensinar todos os detalhes sobre criação de filhos.
Talvez porque Deus esteja mais interessados em quem somos e vivemos diante dos nossos filhos do que em regras que impomos aos nossos filhos.
Vamos então procurar entender o que a Bíblia diz sobre o agir de pais na esfera da aliança.

1) HERDEIROS DA PROMESSA
Na pregação de Pedro em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2.37-39), as pessoas perguntaram: “que faremos, pois, irmaõs?”.
“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.  39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar.
  
Que promessa é essa? A promessa da Aliança, feita a Abraão, no texto  Gn 17.1-7
O que a aliança de Deus com Abraão tem a ver com as famílias dos crentes hoje?
Gl 3.29: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
“O reino físico de Israel, do Antigo Testamento, prefigura o reino espiritual do Novo Testamento” (Susan Hunt).
Acreditar nas bênçãos de Deus sobre nossos filhos repousa sobre uma fé inabalável de que Deus é aquele que guarda a aliança que fez com seu povo. Esse é a nossa única esperança.
 Colocando em pratica
Nossos  filhos precisam saber que são herdeiros da promessa e que vivem na esfera da aliança. Eles são membros da comunidade do povo de Deus e precisam valorizar a família e a igreja.

2) DÁDIVAS DE DEUS
Sl 127.3-5: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. 4 Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. 5 Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta.”
Este Salmo parte dos Cânticos de Peregrinação (120-134)
Imagine as caravanas, vindas de várias cidades e povoados, caminhando em direção ao templo de Jerusalém, cantando essas verdades uns para os outros.
Pense numa mulher que segura um bebê de outra e diz: “esse menino é herança de Deus”!
Havia – e deve haver - algo mais profundo do que uma ligação biológica. Ela, mesmo que não tivesse filhos, sentia-se uma mãe espiritual de todas as crianças da vila. POIS A CRIANÇA É FILHO DA ALIANÇA.
DUAS ilustrações: [1] Quando os pais de Jesus voltavam de Jerusalém se deram conta da falta dele depois de muito templo. Isso pode parece estranho para nós hoje. Mas é bem provável que boa parte da cidade de Nazaré tivesse ido ao templo junto com José e Maria. Eles cuidavam uns dos outros.
[2] Episódio que Jesus diz quem é meu pai e minha mãe? Então ele mesmo responde: “Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3.33-35). Jesus não estava ignorando sua família, mas nos ensina que a graça flui mais fundo do que o sangue. SOMOS PARTE DA FAMÍLIA DE DEUS.
Colocando em prática: somos filhos de Deus, nossos filhos também. Isso deve ficar claro para nós e precisamos deixar claro para nossos filhos de igual modo.
                             
3) ENSINO
Pv 22.6: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. 3 questões se destacam:
[1] Ensina ou treina: começar ou iniciar – traz a ideia de ação comunitária. Lançar as estruturas ou as bases de uma pessoa.
[2] A: artigo singular. Poderia estar no plural, mas foi colocado no singular. Isso indica um treinamento pessoal, individualizado. Pais precisam de sabedoria para encontrar uma forma para criar cada filho.
[3] Caminho: o caminho da sabedoria. O tema de Provérbios é sobre ser sábio trilhando o caminho de Deus.
“O temor do Senhor é o caminho da sabedoria”. É andar nos caminhos do Senhor. É reconhecer que existe um Deus pessoal, justo e santo, e viver na vida cotidiana de acordo com os mandamentos dele.
Ef 6.4 é reflexo desse tipo de sabedoria que temos de inculcar em nossos filhos. Disciplina e ensino do Senhor.
Precisamos de muita sabedoria para estudar cada filho como Deus os fez.
Colocando em prática:
[1] Leia o livro de Provérbios e faça uma lista dos versículos que você quer que sua família aprenda de cor durante os próximos doze meses. Você poderá escolher um para cada semana ou um para cada mês. Escreva os primeiros em cartões (de uns 14cm x 18cm, talvez) e ponha-os na sua geladeira, no carro, e com o material devocional se sua família.
[2] Leia para os filhos (Desligue a televisão): histórias bíblicas e livros clássicos (tais como O Peregrino, As Crônicas de Nárnia).

4) MOSTRAR E FALAR
Deuteronômio é um manual de sobrevivência familiar e nacional do povo de Deus.
Dt 6.1-9, 20,21,24 é um bom resumo do que Deus quer de seu povo da aliança.
[1] amar o Senhor de todo coração
[2] Obedecer as suas ordens
[3] Ensinar os filhos por palavra e ação. Nada mudou. Os pais são os principais educadores de seus filhos. A escola não tem esse papel.
A igreja também tem um papel a cumprir. Veja por exemplo, o Sl 78.1-7. Destaco os vv.3-4: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, 4 não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.”
Colocando em prática: assentados em casa e andando pelo caminho, dentro do carro, nossas conversas devem ser cheias de graça. O modo ou o tom como falamos com os membros da família será o modo que nossos filhos vão reproduzir.
Nessa caminhada com nossos filhos, eles veem muito dos nossos pecados. Pecados contra Deus e nosso próximo. A necessidade de arrependimento é constante. Nossos filhos precisam aprender a reconhecer seus pecados e confiar plenamente no perdão de Deus.
Eles aprendem essas coisas quando FALAMOS E AGIMOS.  Esse é o maior método de aprendizado de nossos filhos. Somos modelos para eles. FALAR E MOSTRAR.

5) ADORAÇÃO
Todos os outros princípios permanecem ou fracassam com base nesse. Não tem como viver uma vida santa sem a adoração verdadeira. Adorar significa reconhecer que Deus é o Rei soberano, digno de todo louvor e obediência.
Segundo Rm 12.1-2 , a adoração é um modo de vida. Quando nossos filhos crescem numa família de adoradores, eles veem pais que honram o Dia do Senhor, dão dízimos, buscam glorificar a Deus em todas as suas atividades e evangelizam.
Talvez algumas crianças perguntem: “pai, mãe, porque vivemos assim?” A resposta dos pais é semelhante à do AT: “Éramos escravos do inimigo de nossas almas, e o Senhor nos libertou do império das trevas e nos fez entrar em Seu reino. Ele mandou que vivêssemos assim!”
Colocando em prática: Preparando para o Dia do Senhor de maneira que os filhos sintam que este é o dia mais importante da semana. Devemos organizar nosso tempo para que esse dia seja reservado para o Senhor!
Conheço uma irmã querida que sempre posta uma foto indo para os cultos no domingo, com a seguinte descrição: “Melhor dia! Dia do Senhor!”
Ore com seus filhos para que eles sejam benção na vida da igreja. Fale de como você mesmo é abençoado por outros, e como precisamos uns dos outros. Peça para que eles falem do que aprenderam nos cultos da igreja.

CONCLUSÃO
A vida de Timóteo é um exemplo de modelo de família da aliança. Mae e avó crentes. Aprendeu delas a Palavra.
Paulo o adotou como filho espiritual. Ele chegou a dizer que não tinha ninguém como ele.
Sua família investiu nele, a Igreja (Paulo) também e colherem frutos maravilhosos. Timóteo e Paulo passaram a compartilhar um só propósito: a glória de Deus e o avanço do Seu reino.

ADVERTÊNCIA FINAL
Tudo isso não significa uma equação matemática que seguimos as regras e no final o resultado é sempre igual. “Se fizermos A, Deus fará B”.
Temos que fazer nossa parte, mas confiarmos totalmente no Senhor, pois somente Ele pode fazer a obra na vida de nossos filhos.

O CAMINHO ANTIGO
Medite neles e ore estes versículos para seus filhos, netos, e as crianças em sua igreja.
Efésios 3.14-19"Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus."
“Se nossas crianças começarem a compreender a dimensão tremenda do amor de Deus, elas se sentirão impulsionadas a viver para a glória dele” (Susan Hunt)     

 Robson Rosa Santana
Adaptado de Susan Hunt, “A Graça que vem do lar”, Cap. 5: Ser Pais