Em 1940, o escritor austríaco Stefan Zweig (1881-1942) mudou-se para o Brasil. Nesse mesmo período, percorreu o país e, em 1941, publicou a obra Brasil, País do Futuro. Já se passaram mais de oito décadas e essa nação próspera prevista por Zweig parece não ter chegado plenamente. Ao analisar os recursos desta grande terra, é natural chegar à mesma conclusão do autor.
O
Brasil possui mais de 8.000 km de litoral, com potencial para ser uma das
maiores potências no setor pesqueiro. Conquistamos a autossuficiência na
produção de petróleo e fomos abençoados com um solo extremamente fértil. Somos
líderes mundiais na exportação de grãos como a soja e o milho, além de sermos
destaque na produção de carnes bovina, suína e de aves. Produzimos imensa
riqueza em bens e serviços, figurando historicamente entre as maiores economias
do mundo em Produto Interno Bruto (PIB).
Zweig
percebeu essa capacidade de gerar riquezas e enxergou um futuro promissor. Mas
por que esse futuro tão aguardado custa a se concretizar? Olhando para o
passado e para o presente, a resposta é dolorosa: o Brasil ainda não alcançou
todo o seu potencial porque é corroído pela corrupção.
Grande
parte dos políticos não demonstra interesse real no crescimento sustentável da
nação ou numa justa distribuição de renda, que permita às camadas mais
vulneráveis viverem com dignidade. Em primeiro lugar, colocam seus projetos
pessoais, a vaidade do poder e o enriquecimento ilícito. A impunidade alimenta
o ciclo: poucos são punidos e o dinheiro público raramente retorna aos cofres.
Essa ganância perpetua o caos social.
Trato
desse tema não apenas pela proximidade das eleições, mas pelo alarme
espiritual: há muitos cristãos envolvidos na política impulsionados pelos
mesmos interesses egoístas daqueles que não temem a Deus. Lamentavelmente, há
irmãos que apoiam de forma apaixonada candidatos que realizam campanhas
milionárias e veem a vida pública como atalho para o ganho fácil.
Deus
é claro em Sua Palavra: “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das
trevas; antes, porém, reprovai-as” (Efésios 5:11). No grego original, o
verbo no imperativo ordena uma ruptura consciente: não se associem, não
compartilhem e não participem dessas práticas. As trevas representam o domínio
do pecado e da injustiça, incompatíveis com a fé cristã.
O
texto bíblico nos convoca a essa postura porque agora somos “luz no Senhor”
e devemos andar como “filhos da luz” (Efésios 5:8). O fruto da luz
manifesta-se em “toda bondade, justiça e verdade” (Efésios 5:9). Como
vocacionados para a verdade, cabe aos cristãos denunciar a desonestidade, e não
a justificar.
É
legítimo e necessário participar da boa política em favor do bem comum, mas
jamais ser cúmplice do assalto aos cofres públicos. Do ponto de vista eterno, a
Escritura adverte sobre a gravidade da injustiça: “Não sabeis que os
injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos enganeis: [...] nem ladrões, nem
avarentos [...] herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10).
gostei muito desse artigo pastor!
ResponderExcluirFalta aqui no Brasil homens (políticos) que não são covardes, que assumem uma posição e arcam com as conseqüências, faltam homens que tenham Deus em suas vidas.
É dificil, mas com Deus em nossas vidas seguiremos a justiça a qualquer preço. Para mim o homem só pode seguir a justiça com tanta convicção assim somente com Deus dominando o seu coração.
Eu tanbem escrevi um artigo desse tipo no meu blog, mas mudando de assunto. Você sabia que pagamos 40% de impostos em determinados carros, mas se levarmos em conta os impostos desde a materia prima e de todo o processo de construção do veículo os impostos chegam a ser 80,20% do valor final do carro?
Confira essas e outras notícias em:
www.blogagapo.blogspot.com
Confira e de a sua opinião sobre o assunto!
www.blogagapo.blogspot.com
Olá Robson, boa tarde.
ResponderExcluirSomente hoje tive uma folguinha e pude dar uma lida no seu artigo. Muito bom. Parabéns!
Como formador de opinião que você é, recomendo-lhe, uns quinze dias antes da eleição para prefeito municipal de Goiânia, que você envie este teu texto para o Caderno Opinião do Leitor, do Diário da Manhã. Este caderno publica texto de qualquer articulista, desde que o texto seja bom e o teu com certeza será selecionado. VocÊ estará contribuindo com uma reflexão mais profunda para o eleitorado não só cristão militante, mas para o público em geral.
PS.: Tentei postar este comentário lá no seu blog e não consegui. Não sei se é preciso estar cadastrado. Faça-me portanto um favor, copie este comentário que lhe enviei e o coloque no rodapé do seu texto como meu comentário.
Um abraço!
Prof. Kanduka Oliveira.