25 de julho de 2017

Choremos por nós mesmos e pelos outros

Toda vez que leio as últimas horas de Jesus até sua morte fico profundamente emocionado. É impossível não ser tocado na alma ao ver Jesus realizando a última ceia da antiga aliança, como um teatro vivo da sua morte na cruz no dia seguinte; concluir que um dos discípulos que comia no prato de Jesus, saiu de fininho e foi entregá-lo por 30 moedas; ver a angústia de Jesus no monte das oliveiras, no lugar chamado Getsêmani (prensa da oliva); ver o mesmo discípulo vendido se aproximar de Jesus e saudá-lo com um beijo que deveria ser de carinho, amor e amizade, mas foi o ósculo da hipocrisia e traição; emociona ver Jesus sendo levando como um malfeitor por gentios pagãos. Ser julgado de modo injusto por causa da inveja e ódio de toda uma liderança religiosa, que também tinha grande peso político. Ver Jesus sendo zombado por Herodes e julgado politicamente por Pilatos. É triste ver uma parte do povo que saudou Jesus com hosanas e ramos de oliveiras, que deu boas vindas ao Rei Messias, esses mesmos gritarem: crucifica-o. É doído ver que Jesus morreu até muito rapidamente (mesmo que tenha ficado pregado por 6 horas), pois Pilatos se admirou e pediu confirmação ao centurião. No entanto, tudo que Jesus fez não deve nos levar a uma reflexão de pesar por todo o sofrimento e humilhação. Pelo contrário, deve nos levar a refletir no amor infinito dele por nós pecadores. Que tudo que passou foi em nosso lugar. Que ao invés de pena, ele quer a inteireza de nosso coração, amor e devoção. Que Jesus quer que abandonemos nossos ídolos, visíveis e invisíveis. Que coloquemos toda nossa confiança nele, pois Deus cuida dos seus, em qualquer circunstâncias. Mesmo em profunda dor e sofrimento, todo ensanguentado e exausto, ao ver mulheres chorando e batendo no peito, ele disse: "Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!" (Lc 23.28). Podemos sim nos emocionar e até chorar por todo sofrimento de nosso Salvador, mas não devemos esquecer, principalmente, que temos de chorar por causa da rebeldia recorrente de nós mesmos. Temos de chorar pelos nossos filhos para que a graça de Deus os atraia irresistivelmente dia a dia. Temos de continuar chorando por pessoas do mundo inteiro que continuam rebeldes contra o Filho, mas que ainda podem ser encontrados por Ele. Deus nos ajude e nos use, para sua glória.
Robson Santana

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