25 de setembro de 2016

Jesus e você

JESUS. O nome sobre todo nome, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Maravilhoso conselheiro, Deus Forte, Luz do mundo, Pão da vida, Advogado, Intercessor, Batizador com o Espirito e fogo, Mestre dos mestres, Senhor dos senhores, Rei dos reis, Mediador entre Deus e os homens, Redentor, Salvador, Juiz, Majestoso, Glorioso, Cordeiro de Deus, Leão da tribo de Judá, Criador do universo, Noivo da Igreja, Exaltado, Humilhado, Líder dos líderes, Longânimo, Santo dos santos, a Fiel Testemunha, Primogênito dos mortos, Soberano dos reis da terra, Sacerdote,   Libertador, Alfa e Ômega, Todo-poderoso,  Filho do Homem, Primeiro e Último, a Porta, o Caminho, a Verdade, a Vida, o Eu SOU, Filho de Deus, o Amém, Água da vida, o Princípio e o Fim, Lâmpada do céu, o Cristo (Messias), Taumaturgo, Emanuel (Deus conosco), Autor e Consumador da fé, Amigo, Irmão...

Ao nome de Jesus todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Senhor, para a glória do Pai (Filipenses 2.10-11).

Ninguém pode ficar neutro com relação a Jesus. Se confessarmos Jesus como nosso Senhor e Salvador agora, seremos salvos e viveremos perante a glória de Deus eternamente. Não deixe para glorificar a Jesus no dia que Ele voltar como Juiz de toda a terra, pois será tarde demais. Haverá uma eternidade de punição e sofrimento incessante. Um lago de fogo e enxofre. Ranger de dentes.

"... eis, agora o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação" (2 Coríntios 6.2)

Robson Rosa Santana

21 de setembro de 2016

Missão Urbana: fundamentos, desafios e implicações (divulgação de eBook Kindle)

Este livro trata da missão da igreja no contexto urbano. O autor reconhece que a missão da igreja deve alcançar todos os contextos humanos, tais como rural, tribal e urbano. No entanto, devido à explosão urbana surgida a partir do início do século XX, atualmente mais de 75% das pessoas vivem em cidades, por isso, é indispensável analisar esta realidade no cumprimento da missão da igreja. O livro aborda primeiramente sobre a necessidade de refletir teologicamente sobre a missão da igreja na Bíblia. Começando pela ideia de cidade nas Escrituras, bem como da missão urbana incipiente no Antigo e Novo Testamentos. Procura compreender o contexto urbano atual, bem como os imensos desafios para a igreja alcançar o homem urbano, tais como a busca de discernir a cultura urbana a partir da teologia bíblica, o desvencilhar-se de uma mentalidade rural em um mundo urbano, a realidade da pobreza, o pluralismo cultural e religioso e a necessidade constante de reflexão missiológica urbana. O livro termina com dez implicações práticas para a igreja cumprir sua missão nas cidades em um mundo cada vez mais globalizado.

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20 de setembro de 2016

Você compreende que é pecador?

Certa feita um colega de seminário foi evangelizar numa grande festa agropecuária em Goiânia. Um jovem estava ouvindo atentamente a pregação do evangelho, até que meu amigo disse: precisamos de Jesus porque somos pecadores. O jovem retrucou: "pecador!? Eu não!" Triste é a situação de uma pessoa que ainda não compreendeu que desde o ventre de sua mãe já é um pecador, e que vive toda a sua vida cometendo pecados. Jesus estava em determinado dia comendo com pessoas marginalizadas de seus dias. Eram classificados como "publicanos e pecadores". Os religiosos, tomados de legalismo, presunção e moralismo, comentavam entre si: "por que Jesus come com pecadores?". A reposta de Jesus veio carregada de ironia santa: "Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores" (Marcos 2.17). Felizes são os que chegam à convicção de que são pecadores. Que nascem perdidos. Que reconhecem que não podem salvar a si mesmos. A ironia que Jesus falou é que não existem justos. A Bíblia diz que não há um justo sequer. O ser humano só pode ser considerado justo através do sangue de Jesus. Ao atender o seu chamado. Ele veio chamar "pecadores ao arrependimento". Arrependa-se da sua vida de pecados, de indiferença com os mandamentos das Escrituras. Creia em Jesus. Só Ele pode te salvar. Ele já pagou pelos pecados na cruz. A participação humana na salvação é arrependendo-se de seus pecados cometidos contra Deus e recebendo Cristo, pela fé, em seus corações. Creia no Senhor Jesus Cristo e será salvo!
Robson Rosa Santana

15 de setembro de 2016

7 Pecados Mortais de uma Igreja Moribunda - Thom Rainer

Eu estava diante de cerca de 700 membros da igreja em um domingo à noite. Minha tarefa era simples. Eu deveria compartilhar com eles os resultados de uma consulta que membros da minha equipe e eu tínhamos trabalhado durante as últimas semanas.

A apresentação deveria ter sido fácil e sem complicações. Ao contrário, o tempo revelou-se estressante e controversa. Quando eu apontei até mesmo uma pequena área de preocupação com as sugeridas soluções, dezenas de membros levantaram as mãos para me dizer como eu estava errado, como as avaliações da equipe de consultoria estavam longe da realidade.
A igreja em questão tinha estado em declínio por quase duas décadas. No entanto, da perspectiva de muitos dos membros, a igreja era saudável e próspera. Da minha perspectiva, a realidade mais óbvia que eu vi foi um estado de negação.

Lições do passado, lições para o futuro

Ao longo dos últimos 20 anos, uma das mais ricas bênçãos em minha vida tem sido a oportunidade de estudar e consultar com milhares de igrejas. Eu tenho visto centenas de igrejas saudáveis que me ensinaram lições valiosas.

Infelizmente, também tenho visto milhares de igrejas cujos ministérios estão em declínio, cujos membros estão desanimados, e cujo impacto evangelístico é insignificante. Recentemente, eu revi muitos dos meus últimos projetos de consultoria e pesquisa para discernir características comuns de igrejas que estão declínio e morrendo.

Eu encontrei o que eu chamo de "sete pecados" que caracterizam igrejas moribundas. Estas questões não são mutuamente exclusivas; são muitas vezes diretamente relacionadas umas com as outras. Ao invés de ser uma fonte de desânimo, peço que a minha elucidação desses sete pecados seja uma ferramenta para ajudar você a evitar as armadilhas que outros líderes de igreja têm experimentado.

Pecado nº 1: Diluição da Doutrina


Um dos nossos consultores sentou-se em uma classe de estudo bíblico de uma igreja que tinha trazido a nossa equipe para um relacionamento consultivo de longo prazo. Tinham-lhe dito que a classe incluía alguns dos líderes mais fortes da igreja. Para sua surpresa, todo o estudo da Bíblia foi um debate sobre se um não-cristão pode ir ou não para o céu. Depois de muita discussão, a conclusão foi de que Deus realmente permitiria tal pessoa no céu.

Quando tais verdades cardeais como a doutrina da exclusividade tornam-se questões de dúvida, uma igreja está em apuros. Há pouca motivação para a divulgação e evangelismo se outros caminhos e outras religiões são iguais ao cristianismo.

Ironicamente, em nossa pesquisa de pessoas sem igreja em toda a América, descobrimos que esses não-cristãos tinham muito menos probabilidade de frequentar igrejas com crenças doutrinárias fracas do que aquelas com crenças fortes. "Por que eu deveria perder meu tempo em um lugar que não tem muita certeza de crença," Amy, uma pessoa sem igreja de 29 anos de idade, do Arizona, disse-nos. "Eu posso encontrar muita incerteza no mundo."

Pecado nº 2: Perda da Paixão Evangelística


Não é nenhuma surpresa que igrejas em declínio e que estão morrendo têm pouca paixão evangelística. Na minha coluna no Outreach (Alcance) de Janeiro / Fevereiro de 2005, eu destaquei uma das principais razões para a apatia evangelística: Muitos pastores são inflexíveis ou não têm ou perderam sua paixão evangelística. As congregações tendem a seguir as paixões e visões daqueles em posições-chave de liderança, particularmente o pastor.

Pecado n° 3: Falha em Ser Relevante


Infelizmente, muitas igrejas na América estão fora de contato com as novas tendências e valores da cultura de hoje.

Algumas igrejas, com certeza, abandonaram muitas das verdades fundamentais da fé em sua busca para ser relevante para a comunidade que servem. Mas muito mais igrejas lamentavelmente desconhecem as realidades, esperanças e sofrimentos daqueles que nos rodeiam. Falham em ser fiéis à doutrina da fé cristã e isso leva a apostasia. A incapacidade de compreender o mundo em que vivemos e servir leva a irrelevância.

Pecado n° 4: Poucos Ministérios Focados na Comunidade


Em uma pesquisa recente de igrejas em toda a América, descobrimos que quase 95% dos ministérios das igrejas eram para os membros somente. De fato, muitas igrejas não tinham ministérios para aqueles fora da congregação.
Muitas igrejas parecem existir apenas para si mesmas. Embora certamente exista ministério disponível para os membros da igreja, muitas vezes, o equilíbrio entre os ministérios externos e internos é fortemente focado na direção interna. Quando as igrejas procuram cuidar e ministrar apenas para elas mesmas, é um sinal provável de que o declínio está em ação e que a morte pode ser iminente.

Pecado n° 5: Conflito sobre Preferências Pessoais


Algumas das batalhas internas mais ferozes nas congregações hoje não são brigas para defender as grandes verdades da fé cristã. Em vez disso, os membros entram em conflito sobre o seu estilo de louvor preferido, a forma como uma sala é pintada ou acarpetada, e do tipo de púlpito que o pregador usa. Batalhas como estas são sinais certos de que os membros estão mais preocupados com as suas necessidades do que as necessidades das pessoas feridas e sem igreja que vivem e trabalham ao lado deles.

Pecados nº 6: A Prioridade do Conforto


Alguns anos atrás, meu filho mais novo, Jess, era um terceiro-anista no time de futebol americano da escola. Porque ele dava tanto de si no jogo de sexta à noite, muitas vezes ele dormia até tarde nos sábados. Ao meio-dia, ele descia as escadas penosamente, ligava a televisão na sala da família, e desabava no sofá.

Um sábado, passei por ele com seu corpo estendido contorcendo-se no sofá e notei que meu filho jogador de futebol estava assistindo HGTV (Casa e Jardim TV). Curioso, perguntei a Jess por que ele estava assistindo a um canal sobre casa e jardinagem. Sua resposta foi clássica - "porque o controle remoto está quebrado".

Muitas igrejas estão em padrões definitivos de declínio porque os membros da igreja simplesmente não querem ir além de suas zonas de conforto. É muito mais fácil fazer as coisas da maneira que sempre as fizemos, do que ficar desconfortável no mundo fora dos muros da igreja.

Pecado n° 7: Analfabetismo Bíblico


Apenas 3% das igrejas na América tem um método planejado para instruir os seus membros para que aprendam a Bíblia em sua totalidade. É verdade que estudar a Bíblia não deve ser limitado a um ambiente de igreja, porém, é imperativo que as igrejas assumam a liderança nestes tipos de empreendimentos.

Quando apenas três de cada 100 igrejas tentam fornecer uma maneira para seus membros entenderem de Gênesis ao Apocalipse, o analfabetismo bíblico é provável de ocorrer. E analfabetismo bíblico significa que nossas igrejas podem não ser obedientes aos apelos da Escritura porque elas não sabem o que a Bíblia diz.

Luzes na escuridão?

Nossa pesquisa mostra que muitas igrejas na América estão doentes, em declínio, e morrendo. Ainda assim, eu continuo sendo um irritante otimista sobre a Igreja norte-americana. Eu vi muitas igrejas rejeitarem a escuridão destes sete pecados e fazerem algo sobre o seu declínio. Elas são verdadeiramente luzes na escuridão.

Eu concluí recentemente uma consulta de um ano com uma igreja que passou por uma reversão em quase todas as tendências negativas na sua congregação. O pastor resumiu bem a experiência: "Nós não estávamos com falta de recursos ou know-how; estávamos apenas faltando com a obediência. Quando tomamos a decisão de que a mediocridade e a complacência não seriam aceitáveis, Deus começou a nos abençoar. É simples assim”.

Thom S. Rainer


Thom S. Rainer é o presidente e CEO da LifeWay Christian Resources (LifeWay.com). Entre suas maiores alegrias estão sua família: sua esposa Nellie Jo; três filhos, Sam, Art e Jess; e seis netos. Foi fundador decano da Escola de Missões, Evangelismo e Crescimento da Igreja Graham Billy no Seminário Teológico Batista do Sul. Seus muitos livros incluem Surprising Insights from the Unchurched, The Unexpected Journey, e Breakout Churches.

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Título original: 7 Deadly Sins of a Dying Church
URL do original: www.churchleaders.com/outreach-missions/outreach-missions-articles/139400-seven-sins-of-dying-churches.html
Site: www.churchleaders.com
Acesso: 26/08/16
Tradução: Pr. Robson Rosa Santana (Igreja Presbiteriana do Brasil)
Revisão: Pr. Walter Leite (Igreja Batista Betel – Aracaju – SE)

1 de setembro de 2016

Oração e missões

    Patrick Johnstone, um dos maiores missiólogos de nossos dias, afirma: “quando o homem trabalha, o homem trabalha. Quando o homem ora, Deus trabalha”.[1] Isso não quer dizer que só devemos orar, mas devemos orar e trabalhar; nessa sequência. Vemos um exemplo da relação entre oração e ação em Martinho Lutero: “Devemos orar com tanto vigor como se tudo dependesse de Deus e trabalhar com tanta dedicação como se tudo dependesse de nosso esforço”.[2] Andrew Murray (1828-1917), líder missionário na África do Sul, há mais de um século, escreveu o livro Key to the Missionary Problem [Chave para o problema missionário]. Nele identificou o problema como (1) falta de paixão para com Cristo e os perdidos e (2) ausência de oração para obter poder do Espírito Santo. Ele disse que o amor apaixonado por Cristo produz uma paixão santa nos fiéis, tal qual a que Cristo tinha para que as pessoas fossem salvas. O que produz tal paixão? A resposta que Murray nos deu foi: “Oração”! Por isso, quando a oração pelo poder de Deus, para realizar o trabalho de Deus, se tornar a petição de todo cristão, todos os problemas em missões serão resolvidos.
    Lidório afirma que “missiólogos e pesquisadores como David Garrisson, Patrick Johnstone, David Barret, Bruce Carlton, J. Johnson e David Watson têm mencionado a clara ligação entre a oração e o plantio de novas igrejas”.[3] No entanto, quando olhamos para a Palavra de Deus, isso não é novidade, nem deveria ser visto como uma surpresa ou segredo, pois as Escrituras revelam um Deus que faz promessas e as cumpre, usando as orações dos justificados. Nas Escrituras, são vários os textos que enfatizam a oração pela salvação de pecadores. No Salmo 67.1-3 está escrito: “Seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe, E faça resplandecer sobre nós o rosto; Para que se conheça na terra o teu caminho e, Em todas as nações, a tua salvação. Louvem-te os povos, ó Deus; Louvem-te os povos todos”. Salmo 2.8 diz que o Pai declarou ao Filho: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão”. 
    No NT, na oração modelo ensinada pelo Senhor Jesus, está escrito: “Santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9-10). Nenhuma oração é mais missionária do que essa. As petições citadas acima requerem missões e evangelização. A pessoa que, sinceramente, faz a oração do Senhor (Pai nosso) anseia por ver Deus sendo louvado e adorado em todo lugar na terra. O Senhor Jesus disse aos seus discípulos: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.37-38). Jesus deixou claro que o chamado e envio dos missionários é, primeiramente, o trabalho de Deus, pois, Ele é o “senhor da seara”. Nossa primeira tarefa é orar para que Ele chame e envie pessoas da sua própria escolha. Temos a certeza de que, se orarmos, Ele enviará as pessoas.
    Em obediência à ordem de Jesus de permanecerem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder, os discípulos vão para o cenáculo para esperar em oração, e ao receber o poder do Espírito, Pedro prega e cerca três mil pessoas se convertem. O apóstolo Paulo escreveu mais sobre as orações que ele oferecia, continuamente, pelos fiéis, trabalhadores e missionários, do que sobre outra coisa. Paulo considerava a oração como prioridade. Orar era uma atividade missionária para Paulo. O assunto da batalha espiritual é tratado em Efésios 6.10-20. Paulo descreve, detalhadamente, a “armadura de Deus” que os cristãos necessitam usar, se quiserem manter-se firmes contra as artimanhas do diabo. O clímax da instrução de Paulo, depois de todas as partes da armadura terem sido identificadas, é que a igreja se revestisse “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (v. 18). E adiciona: “(Orai) também por mim: para que me seja dada no abrir da minha boca a palavra, para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho pelo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo” (vv. 19-20). 
    Mais tarde, preso em Roma, Paulo pediu que os colossenses orassem para que Deus abrisse uma porta, não para sua libertação, mas, uma porta para o evangelho e sua proclamação, de forma clara: “Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra portas à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado; para que eu o manifesto, como devo fazer” (Cl 4.3-4). Em 2 Tessalonicenses 3.1-2 há um resumo dos pedidos que Paulo fazia, repetidamente, com respeito às orações pelas missões: “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos”.
    Deus capacita os missionários a conquistarem o território de Satanás por meio da oração. Ele lhes dá o poder de falar do evangelho com coragem e clareza e eles veem as pessoas se arrependerem e voltarem a Cristo. Deus abre portas e remove barreiras, em resposta às orações e é glorificado, à medida que o seu reino avança. Não é de se admirar que Paulo pedisse às igrejas que orassem por ele. Embora forte na fé, dotado como missionário e bem-sucedido no seu trabalho, Paulo possuía um profundo senso da necessidade da oração. Para ele, a oração era uma ação missionária. 
    No seu livro A Igreja Missional na Bíblia, Goheen elencou treze passos para uma igreja missional hoje. Dentre eles, há uma ênfase na oração. Ele diz que
a oração é essencial para a missão da igreja porque esta é a missão de Deus. Sabemos disso, mas nossa tendência humanista é depender de nossos próprios recursos e priorizar o planejamento à oração. De alguma maneira temos de quebrar o poder dessa idolatria e realmente crer que esta é a missão de Deus.[4]
    Goheen cita três imagens da importância da oração. A primeira é a imagem da . Pois “todas as facetas e os benefícios da salvação de Cristo nos são concedidos, individualmente e coletivamente, por meio da obra do Espírito, à medida que os desterramos por meio da oração”.[5] A segunda imagem é da posição estratégica. Estamos em batalha espiritual, e para não sermos aprisionados pelo espírito da nossa cultura rebelde contra Deus, precisamos orar pelo poder do Espírito que santifica e alinha nossas vontades com a vontade do Pai. Por fim, Goheen cita a imagem da Linha de frente. Segundo ele, a oração de manutenção é orar para manter o que já temos. Pela nossa própria vida. No entanto, a oração de linha de frente “anseia para que Deus aja de modo a transformar vidas, crê que ele pode fazê-lo e por isso espera, confiantemente, pela mudança, orando fervorosamente por essa ação poderosa”.[6] Lidório enfatiza a oração como uma das estratégias para plantação de novas igrejas, e afirma

que há possivelmente no mundo hoje mais de 200 grandes movimentos de plantio de igrejas em pleno andamento. Em todos eles seus líderes testificaram a presença de oração intencional, voluntária e abundante. Tanto pela equipe que evangeliza e planta igrejas quanto pelo povo que recebe o evangelho. Se desejamos plantar igrejas precisamos orar.[7]
Pr. Robson Rosa Santana

[1] Apud LIDÓRIO, Ronaldo. Plantando Igrejas: teologia bíblica, princípios e estratégias de plantio de igrejas. São Paulo, 2007, p. 83. 
[2] LUTERANOS. Disponível em: <http://www.luteranos.com.br/conteudo/espiritualidade>. Acesso em: 24 nov. 2015. 
[3] LIDÓRIO, Plantando Igrejas, p. 83. 
[4] GOHEEN, Michael. A Igreja Missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, p. 246. 
[5] Ibid., p. 246. Essa é a ideia do Catecismo de Heidelberg na Pergunta 116. Por que a oração é necessária aos cristãos? R. Porque a oração é a parte principal da gratidão, que Deus requer de nós . Além disto, Deus quer conceder sua graça e seu Espírito Santo somente aos que continuamente Lhe pedem e agradecem, de todo o coração. 
[6] GOHEEN, A Igreja Missional na Bíblia, p. 247. 
[7] LIDÓRIO, Plantando Igrejas, p. 84.